Saída de Emergência

Ultimamente escrever tem sido a minha “saída de emergência”, o único modo de fugir da realidade que insiste em me machucar. Os dias não estão sendo fáceis, minha cabeça está tão sei lá, eu sei que sempre fui confusa, mas antigamente pelo menos conseguia me entender, e hoje nem isso estou conseguindo. Estou muito fraca, com vontade de desistir sabe? Mas nem ao menos tenho um “o que, do que” pra eu poder desistir. Hoje eu acordei sem vontades, sem vontade pra tudo. Acordei seca, estúpida, revoltada, desanimada, triste, sem sentimentos, com dor, com um certo rancor, nostálgica, mal… precisando de colo, de amor, de carinho, de tudo um pouquinho. De um tempo pra cá nem ao menos dormir direito estou conseguindo, eu acordo na madrugada e fico no silêncio súbito, olhando o nada pela minha janela com um aperto enorme e sem nome no coração. […] Mas o que está acontecendo? O que está acontecendo é a mesma coisa de sempre, decepções, decepções e decepções, e mais um monte de baboseiras que sempre existiram, mas dessa vez, não sei, tenho a impressão que tem algo a mais, mas ainda não sei o que é. Estou com muito medo do que pode ser, nunca senti isso antes. A única coisa que ando conseguindo fazer de verdade é chorar e chorar sem porquês, e escrever só pra ver se alivia o que me dói. Já fiz tantas outras coisas pra poder me livrar dessa sensação mas de nada adiantou, a proposito parece que até mesmo piorou… Eu quero respostas, mas tenho medo de ouvi-las, poque parece que quando a gente está assim tudo colabora pra que aumente essa “tristeza” talvez. […] Quero que tudo volte ao normal, só isso. “

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Agora e Sempre.

De tanto se importar, de tanto se doar, de tanto apanhar da vida, ela finalmente se cansou. Chegou naquele momento crítico em que você tem que tomar uma decisão. O que vai ser melhor para você dessa vez ? Sem pensar nos outros, dessa vez ela pensou em si. Pensou, pensou e pensou … talvez seja isso que ela tanto precisasse, pensar. Pensar em si. Decidiu então viver sem medos,  parar de se importar com tantas bobagens, parou de fazer muitas coisas em que pensava que era importante e refletiu um pouco naquilo que realmente importava pra ela. Passou a colocar pontos finais sem rodeios, cansou das reticencias que haviam nas lembranças.

Finalmente percebeu que não precisava de um “felizes para sempre”, e sim de um “feliz agora e sempre, não precisava mais que a completassem pois ela ja era completa por si só, ja tinha oque necessitava dentro de si, uma fé imensa que aumentava cada dia mais, com todas as quedas, todos os tropeços, esta fé é oque a move. Ela agora vive, sorri e aos poucos vai se desprendendo doque a fazia sofrer, ninguém mais a verá como antes.  Agora ela vai sair por aí, conhecer outras pessoas, outros lugares, só que com um novo olhar, um novo sorriso, uma nova vida quem sabe ? Ninquém a segura mais. Ela apenas já não é mais a mesma. (Débora Ramos e Ju)

Ela mudou.

Talvez ela não tenha mudado completamente – aliás ninguém muda completamente – talvez ela só tenha mergulhado em si mesma, depois de tantas decepções. Ela somente resolveu entrar em um “conhecimento próprio”. Ela precisava disso, ela tinha que fazer isso. Agora as pessoas já não à olham com os mesmos olhos, ela já não se olha com os mesmos olhos. Ela aprendeu a se desapegar, aprendeu a sorrir de verdade, aprendeu a ser feliz mesmo com as tristezas que ainda instem em persegui-lá. Ela percebeu o quanto é importante pra si mesma. Ela tomou pequenas e grandes decisões, decisões que levaram-a para caminhos que pensara nunca encontrar. Ela parou de exigir das pessoas e dela mesma também. “Ela já não espera nada de nada nem de ninguém.” Cansou de promessas falsas, cansou das pessoas futéis que a rodeavam, ela cansou de amar um alguém que nem ao menos se importava com tal, ela simplesmente cansou. Ela simplesmente mudou, agora é mais profunda… é mais ela mesma, sabe ?  Não crê mais em tudo que a dizem, pois sabe que nem todos lhe contam a verdade. Não vive totalmente com o “pé-pra-traz” com as coisas, ela somente se previne de algumas situações.  Hoje ela só da valor de verdade para poucos, bem poucos, pois bem, ela aprendeu por fim a lição da vida. Ela aprendeu a se amar. (Débora Ramos)